Às vezes fico a me perguntar se alguma vez, por alguns instantes, já vivi na íntegra esta orientação divina: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus” (Sl.46:10). Refletindo sobre isto, fui levado a admitir que, depois da fase da inocência, já faz muito tempo que deixei de usufruir da verdadeira quietude.
Misturei as coisas. Fui iludido pelo que parece ser, mas não é. Esforcei-me o bastante para aquietar-me. Para ser bem franco, acho que no geral estou enquadrado entre aqueles que tiram boas notas, por manter a compostura esperada pela maioria, diante das adversidades. O zelo pela ética e pelos padrões dos bons costumes; o proceder de forma pacífica nos relacionamentos; o suportar em silêncio as agruras do dia-a-dia; o abrir mão de direitos pessoais com facilidade; o aceitar os infortúnios da vida sem murmuração; e coisas semelhantes, podem camuflar a realidade de insegurança e intranqüilidade de muitas pessoas. Estas coisas são saudáveis, no entanto não podem ser confundidas como sendo uma prática de real quietação interior.
Por falta de experiência própria, me conformei com as migalhas de um viver quieto e sossegado, que é resultado de um coração tranqüilo, calmo e sereno. Fiz dos meus momentos de bem-estar um prato especial, quando na verdade era só o tira-gosto. Condicionei o “aquietar-se” como sendo algo dependente do ambiente exterior e das condições favoráveis à realização dos meus desejos e prazeres. Associei a quietude ao modo de proceder, e à segurança ilusória do ter; ignorei o “ser” como sendo o verdadeiro acento da tranqüilidade e paz interior. A verdade é que a paz que o mundo dá pode adormecer o coração e impedir de se viver no remanso da paz eterna.
Hoje compreendo que, estar quieto não tem a ver prioritariamente com o estado de espírito de uma pessoa ou com o mundo exterior em que ela vive, mas antes de tudo com a capacidade de sabermos realmente quem somos. Foi o que aconteceu com João Batista. Ele dizia que não era o que diziam dele, porque tinha ciência e consciência quem ele era: “Eu sou apenas o amigo do noivo”. Isso também aconteceu com o apóstolo Paulo. Ele dizia dele: “Pela graça de Deus, sou o que sou”. E com Jesus não foi diferente. Ele afirmou: “Eu nasci para ser testemunha da verdade”.
Quando sabemos quem somos verdadeiramente e o que Deus é para nós, então acontecerá uma fusão do viver natural com o espiritual, de tal forma que poderemos dizer como o apóstolo Paulo: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” E assim sendo, experimentaremos a mesma quietude que ele viveu quando disse: “A tua graça me basta”.
O salmo 46 inicia apresentando Deus como nosso refúgio, fortaleza e socorro, e fecha nos incitando a vivermos quietos, não apenas como conseqüência do que Ele faz por nós, mas principalmente de que Ele é Deus. Saber que Deus é Deus e que pela sua graça Ele nos fez alvo do seu imensurável amor, é que nos faz viver de forma quieta. É isto que realmente importa, e é assim que quero viver intensamente.
Jesus,o mestre da comunicação, ensinava conversando,no entanto,não conversava ensinando,porque sabia da importância de se comunicar de forma simples e natural."Conversanobre" tem como proposta,expor meus pensamentos, elucubrações e insights, oriundos de conversas minhas,com Deus,comigo mesmo,com pessoas e com o mundo ao meu redor.Conversar é ato nobre de compartilhar sonhos,histórias e vida.
domingo, 11 de abril de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
O INEXPLICÁVEL
No íntimo sempre esperamos explicação para tudo na vida. Mesmo quando as explicações são evasivas, ainda assim, preferimos viver iludido a ficar sem. Parece quase impossível vivermos sem respostas convincentes, aos “porquês” da vida; é como ser um usuário crônico de drogas, onde o corpo sente uma compulsão descontrolada para ser saciado, e não suporta a crise da abstinência.
Mesmo sendo os seres mais inteligentes da terra, às vezes nos comportamos como verdadeiros imbecis, porque não somos capazes de aceitar que o inexplicável também é uma resposta, e na maioria das vezes a melhor resposta. Sempre que criamos explicação para o inexplicável, estamos tentando matar a incógnita que agita em nós o medo do desconhecido, mas que na verdade age como um espinho para reconhecermos nossas limitações e vulnerabilidades. Talvez este fosse o grande desejo dos dois primeiros humanos: explicar o inexplicável, conhecer o que não é para ser conhecido, encontrar o que não é para ser encontrado. Entretanto, e sem melindre nenhum, podemos afirmar que foi o próprio Criador quem os expôs a isto; e se assim foi, relaxemos, porque até dentro do “Tudo o que Deus fez, foi muito bom” há espaço para o inexplicável também, caso contrário, tornamo-Lo mentiroso, o que é algo infinitamente inconcebível.
A nossa imbecilidade é tamanha, que achamos, e até exigimos, que o Criador deva nos dá explicação para tudo. Agimos como uma criança malcriada; espezinhamos, gritamos e até nos revoltamos, quando ficamos sem respostas. Em contra partida, e isto é o que eu chamo de “hereditariedade divina”, rejeitamos o inexplicável porque em nós reside a natureza Daquele que dá sentido de ser e existir para tudo. Aceitar o inexplicável como algo que só pode ser explicado pelo Ser Inexplicável, é um ato de confiança plena neste Ser que nos gerou conforme a sua imagem e semelhança.
Mas, se aprofundarmos um pouco mais o discurso, concluiremos que nossa ânsia em desvendar o inexplicável, extrapola o âmbito do assemelhar-se com o Onisciente; advêm muito mais do desejo e motivação original, brotados na mente humana pelo tentador, de sermos não apenas semelhantes, mas iguais ao Criador. Estar em pé de igualdade com Deus, explica a existência do inconformismo humano em aceitar o inescrutável, o ininteligível, o ignoto.
Convenhamos; se tudo nos fosse desvendado por antecipação, a vida na terra seria tediosa e sem graça. Um simples filme de suspense nos agita e produz em nós um gostinho de quero mais, não porque se descobriu o segredo, mas pela sensação e prazer de perseguir o desconhecido e desvendar o que não nos foi explicado antes. E é aí que o fim das coisas é melhor que o começo delas, como diz Salomão, porque normalmente não se chega ao fim sem antes experimentarmos a tensão da incerteza e do inexplicável, que torna a descoberta final uma vitória espetacular.
Demorou; mas aprendi que, felizes são aqueles que resolveram fazer do inexplicável e do desconhecido um hino de adoração Àquele que acima de tudo não é explicável e nem deve explicação: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Quem compreendeu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a Ele, para que lhe seja recompensado? Porque Dele e por Ele e para Ele são todas as coisas. Glória, pois, a Ele eternamente. Amém” (Ro.11:33-36).
Mesmo sendo os seres mais inteligentes da terra, às vezes nos comportamos como verdadeiros imbecis, porque não somos capazes de aceitar que o inexplicável também é uma resposta, e na maioria das vezes a melhor resposta. Sempre que criamos explicação para o inexplicável, estamos tentando matar a incógnita que agita em nós o medo do desconhecido, mas que na verdade age como um espinho para reconhecermos nossas limitações e vulnerabilidades. Talvez este fosse o grande desejo dos dois primeiros humanos: explicar o inexplicável, conhecer o que não é para ser conhecido, encontrar o que não é para ser encontrado. Entretanto, e sem melindre nenhum, podemos afirmar que foi o próprio Criador quem os expôs a isto; e se assim foi, relaxemos, porque até dentro do “Tudo o que Deus fez, foi muito bom” há espaço para o inexplicável também, caso contrário, tornamo-Lo mentiroso, o que é algo infinitamente inconcebível.
A nossa imbecilidade é tamanha, que achamos, e até exigimos, que o Criador deva nos dá explicação para tudo. Agimos como uma criança malcriada; espezinhamos, gritamos e até nos revoltamos, quando ficamos sem respostas. Em contra partida, e isto é o que eu chamo de “hereditariedade divina”, rejeitamos o inexplicável porque em nós reside a natureza Daquele que dá sentido de ser e existir para tudo. Aceitar o inexplicável como algo que só pode ser explicado pelo Ser Inexplicável, é um ato de confiança plena neste Ser que nos gerou conforme a sua imagem e semelhança.
Mas, se aprofundarmos um pouco mais o discurso, concluiremos que nossa ânsia em desvendar o inexplicável, extrapola o âmbito do assemelhar-se com o Onisciente; advêm muito mais do desejo e motivação original, brotados na mente humana pelo tentador, de sermos não apenas semelhantes, mas iguais ao Criador. Estar em pé de igualdade com Deus, explica a existência do inconformismo humano em aceitar o inescrutável, o ininteligível, o ignoto.
Convenhamos; se tudo nos fosse desvendado por antecipação, a vida na terra seria tediosa e sem graça. Um simples filme de suspense nos agita e produz em nós um gostinho de quero mais, não porque se descobriu o segredo, mas pela sensação e prazer de perseguir o desconhecido e desvendar o que não nos foi explicado antes. E é aí que o fim das coisas é melhor que o começo delas, como diz Salomão, porque normalmente não se chega ao fim sem antes experimentarmos a tensão da incerteza e do inexplicável, que torna a descoberta final uma vitória espetacular.
Demorou; mas aprendi que, felizes são aqueles que resolveram fazer do inexplicável e do desconhecido um hino de adoração Àquele que acima de tudo não é explicável e nem deve explicação: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Quem compreendeu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a Ele, para que lhe seja recompensado? Porque Dele e por Ele e para Ele são todas as coisas. Glória, pois, a Ele eternamente. Amém” (Ro.11:33-36).
quarta-feira, 3 de março de 2010
CHUVA
Olhar por cima a chuva caindo é algo nostálgico e terapêutico para mim.
Todas as vezes que começa a chover, corro pra janela e banho na chuva sem me molhar.
Do quinto andar, fico observando a chuva cair, sobre telhados, árvores e asfalto; também a vejo solta no ar.
[...]
É tempo de chuva!
Chuva que cai, chuva que vai...
Chuva que desce pra depois subir...
Chuva que molha, renova e transforma...
Chuva que inunda, encharca, lava e suja...
Chuva que faz os pés molhar e impede a roupa enxugar...
Chuva que enche e faz os rios transbordar...
Chuva esperada, chuva rejeitada...
Chuva! Ó chuva! Chegaste na hora certa, mas demoraste a passar...
O volume das tuas águas fez o bueiro submergir e a casa alagar...
Chuva que sacia as raízes das árvores para os frutos alimentar...
Chuva que nasce de baixo, mas só de cima se deixar revelar...
Chuva de outrora, que me fez banhar, na goteira do telhado do meu lar...
Chuva que molhou minha cabeça e encharcou minha memória...
Chuva que marcou minha infância e enriqueceu minha história...
Chuva! Ó chuva! Quem me dera ser como tu, usada por Deus para todos abençoar...
[...]
Que saudade das chuvas de maio, que quando criança, minha mãe me deixava banhar.
Que saudade das chuvas de inverno, que nos campinhos faziam a gente escorregar.
Chuva! Ó chuva! Estarei na janela, sempre à tua espera, para contigo relembrar.
Todas as vezes que começa a chover, corro pra janela e banho na chuva sem me molhar.
Do quinto andar, fico observando a chuva cair, sobre telhados, árvores e asfalto; também a vejo solta no ar.
[...]
É tempo de chuva!
Chuva que cai, chuva que vai...
Chuva que desce pra depois subir...
Chuva que molha, renova e transforma...
Chuva que inunda, encharca, lava e suja...
Chuva que faz os pés molhar e impede a roupa enxugar...
Chuva que enche e faz os rios transbordar...
Chuva esperada, chuva rejeitada...
Chuva! Ó chuva! Chegaste na hora certa, mas demoraste a passar...
O volume das tuas águas fez o bueiro submergir e a casa alagar...
Chuva que sacia as raízes das árvores para os frutos alimentar...
Chuva que nasce de baixo, mas só de cima se deixar revelar...
Chuva de outrora, que me fez banhar, na goteira do telhado do meu lar...
Chuva que molhou minha cabeça e encharcou minha memória...
Chuva que marcou minha infância e enriqueceu minha história...
Chuva! Ó chuva! Quem me dera ser como tu, usada por Deus para todos abençoar...
[...]
Que saudade das chuvas de maio, que quando criança, minha mãe me deixava banhar.
Que saudade das chuvas de inverno, que nos campinhos faziam a gente escorregar.
Chuva! Ó chuva! Estarei na janela, sempre à tua espera, para contigo relembrar.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Lembranças da infância - II
Esta é mais uma das muitas histórias que vivi com minha família. Não me lembro quem plantou aquela goiabeira. Ela foi crescendo sem mesmo percebermos. Eu estava passando da fase da adolescência para juventude. Meus três irmãos ainda eram adolescentes, minha irmã mais velha já tinha constituído família e a mais nova morava em São Paulo com uma tia nossa.
No quintal de nossa casa, que era pequeno, só havia este pé de fruta, e isso foi um dos motivos que esta goiabeira permaneceu em nossa memória. Logo que a goiabeira cresceu, despertou nossa atenção, porque possuía qualidades admiráveis. Era viçosa e frondosa; dava fruto constantemente; suas goiabas eram grandes e saborosas; suas folhagens eram bem verdes e vivas. Foi devido a todas estas qualidades que cultivamos carinho e cuidado por ela.
Como sempre fui um admirador da natureza, tentei encontrar a razão da beleza e do vigor daquela árvore. Não foi difícil descobrir. O segredo estava no trato e na forma como meu pai cuidava dela. Havia enfrente da nossa casa uma área verde, que na verdade chamávamos de “matagal”, e era de lá que papai tirava o estrume para colocar no pé da goiabeira. Se não me falha a memória, ele também colocava borra de café e casca de ovo. Via em meu pai muita satisfação em cuidar daquela árvore, que com certeza influenciou muito para que ela se desenvolvesse de forma saudável e frutífera.
O fato de morarmos na periferia urbana era de costume termos contato direto com a natureza. Comíamos frutas tiradas direto do pé (Hoje eu só tiro do “pé” meias e sapatos); banhávamos em rios de águas bem límpidas (Aprendemos a nadar nestes rios, sem ajuda de ninguém); entravamos no mato para caçar calangos e camaleões, com baladeiras; jogávamos bola em campinhos (De segunda a domingo); banhávamos na chuva; mexíamos em casa de abelhas (E como dói uma picada de abelha!); comíamos babaçu, palmito e tucum (E não dava diarréia); no inverno brincávamos no chão molhado de chuxo; no verão, de peteca (bolinha de gude) e de empinar papagaio (pipa). Em suma, vivi uma vida simples, saudável e cheia de aventuras.
Com esta forma de viver, desenvolvemos naturalmente algumas habilidades, e uma delas era a facilidade de subir com muita rapidez e sem cair, na goiabeira lá de casa. Isso mamãe não gostava. Por dois motivos. Um, era com medo de cairmos, o outro era quando ela queria nos corrigir e nós subíamos na goiabeira; ela ficava furiosa. Sem sombra de dúvida, a surra era grande quando papai chegava, e ninguém ficava revoltado (Naquela época jamais imaginávamos que um dia se teria chance de dá parte no juizado de menor; até porque só existia Delegacia).
Como aquela goiabeira nos ajudou! Quando as coisas estavam “apertadas” financeiramente lá em casa, e não tínhamos a tradicional merenda, a saída era subir na goiabeira e encontrar a melhor goiaba. E aí, levava vantagem quem fosse mais esperto. Mas, aquela goiabeira nunca nos deixava de mãos vazias, sempre tinha goiaba para todos. Talvez seja estranho, mas hoje creio que aquela goiabeira foi uma providência de Deus nos momentos de escassez lá em casa. Como a gente dizia na época: “Hoje ela salvou a pátria”. Como isso aconteceu há muito tempo, e tudo na vida é passageiro, a goiabeira lá de casa também passou, e com ela mais um tempo maravilhoso que vivi com minha família.
Ainda tem muitas histórias pra contar, mas vou parar por aqui. Estou satisfeito em relembrar meu passado. Sinto-me revigorado e com mais força para continuar a percorrer minha estrada. Uma coisa eu tenho viva dentro de mim: A minha história de vida foi escrita por Deus, por isso, a Ele toda glória!
No quintal de nossa casa, que era pequeno, só havia este pé de fruta, e isso foi um dos motivos que esta goiabeira permaneceu em nossa memória. Logo que a goiabeira cresceu, despertou nossa atenção, porque possuía qualidades admiráveis. Era viçosa e frondosa; dava fruto constantemente; suas goiabas eram grandes e saborosas; suas folhagens eram bem verdes e vivas. Foi devido a todas estas qualidades que cultivamos carinho e cuidado por ela.
Como sempre fui um admirador da natureza, tentei encontrar a razão da beleza e do vigor daquela árvore. Não foi difícil descobrir. O segredo estava no trato e na forma como meu pai cuidava dela. Havia enfrente da nossa casa uma área verde, que na verdade chamávamos de “matagal”, e era de lá que papai tirava o estrume para colocar no pé da goiabeira. Se não me falha a memória, ele também colocava borra de café e casca de ovo. Via em meu pai muita satisfação em cuidar daquela árvore, que com certeza influenciou muito para que ela se desenvolvesse de forma saudável e frutífera.
O fato de morarmos na periferia urbana era de costume termos contato direto com a natureza. Comíamos frutas tiradas direto do pé (Hoje eu só tiro do “pé” meias e sapatos); banhávamos em rios de águas bem límpidas (Aprendemos a nadar nestes rios, sem ajuda de ninguém); entravamos no mato para caçar calangos e camaleões, com baladeiras; jogávamos bola em campinhos (De segunda a domingo); banhávamos na chuva; mexíamos em casa de abelhas (E como dói uma picada de abelha!); comíamos babaçu, palmito e tucum (E não dava diarréia); no inverno brincávamos no chão molhado de chuxo; no verão, de peteca (bolinha de gude) e de empinar papagaio (pipa). Em suma, vivi uma vida simples, saudável e cheia de aventuras.
Com esta forma de viver, desenvolvemos naturalmente algumas habilidades, e uma delas era a facilidade de subir com muita rapidez e sem cair, na goiabeira lá de casa. Isso mamãe não gostava. Por dois motivos. Um, era com medo de cairmos, o outro era quando ela queria nos corrigir e nós subíamos na goiabeira; ela ficava furiosa. Sem sombra de dúvida, a surra era grande quando papai chegava, e ninguém ficava revoltado (Naquela época jamais imaginávamos que um dia se teria chance de dá parte no juizado de menor; até porque só existia Delegacia).
Como aquela goiabeira nos ajudou! Quando as coisas estavam “apertadas” financeiramente lá em casa, e não tínhamos a tradicional merenda, a saída era subir na goiabeira e encontrar a melhor goiaba. E aí, levava vantagem quem fosse mais esperto. Mas, aquela goiabeira nunca nos deixava de mãos vazias, sempre tinha goiaba para todos. Talvez seja estranho, mas hoje creio que aquela goiabeira foi uma providência de Deus nos momentos de escassez lá em casa. Como a gente dizia na época: “Hoje ela salvou a pátria”. Como isso aconteceu há muito tempo, e tudo na vida é passageiro, a goiabeira lá de casa também passou, e com ela mais um tempo maravilhoso que vivi com minha família.
Ainda tem muitas histórias pra contar, mas vou parar por aqui. Estou satisfeito em relembrar meu passado. Sinto-me revigorado e com mais força para continuar a percorrer minha estrada. Uma coisa eu tenho viva dentro de mim: A minha história de vida foi escrita por Deus, por isso, a Ele toda glória!
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Incrível! Fui a Marte.
No mês de fevereiro tirei quinze dias de férias. Foi ótimo ficar estes dias fora da instituição. Aproveitei bastante para ficar mais tempo com minha família. Não tive recursos suficientes para viajar para fora do Estado, mas voltei a passear nos lençóis Maranhenses. Ali me senti mais perto de Deus. Talvez por isso, Ele me presenteou com uma viagem extraterrestre. Uauh!
Nunca pensei que poderia ir tão longe assim. Já sonhei até chegando à lua, mas chegar a Marte foi demais. Ora, isso só foi possível devido à facilidade de mergulhar no silêncio da madrugada. São 1:30h de domingo. O silêncio dentro do meu apartamento é intenso e o lá de fora é tétrico. Todos dormem; inclusive o cachorro do vizinho de frente do meu prédio. É estranho! Porque aquele vira-lata troca o dia pela noite. Quem sabe não está sonhando latindo em Marte! A esta altura da madrugada acho que até os animais sonham.
É incrível, mas sempre que estou sem sono, se não ler alguma coisa, acabo dando as mãos para o silêncio, e juntos, nos embrenhamos por caminhos que me levam a lugares que só o meu espírito pode ir, sem gastar tempo nem dinheiro. Pra ser bem sincero, acho sensacional, porque fico conhecendo lugares espetaculares, incluindo os que estão fora da órbita da terra. Antes de continuar, acho que você está pensando que sou um “débil mental”. Talvez seja! Mas é verdade, é possível ir a Marte. O problema é que só os “loucos” vão a Marte. Mesmo assim, sem querer que você fique louco, o convite está feito: Vamos para Marte!
Antes de dizer como foi minha chegada em Marte, quero revelar algo que me veio à mente de repente. Pensei na NASA. Gastou tanto dinheiro para levar o homem à Lua, e eu só gastei uma parte da noite para ir a Marte. Que coisa, hem? Impressionante!
Quando cheguei ao planeta vermelho, fiquei muito chateado, porque esperava uma recepção calorosa e com muita festa por parte da turma que vivi por lá. Por incrível que pareça, não apareceu ninguém, nem mesmo vi um óvnis sequer. Então falei comigo mesmo: Deixa está; guando eles forem passear na terra, também farei o mesmo. Aos poucos a chateação passou, e então resolvi dá um passeio. Êpa! Tive a impressão de ter ouvido um latido. Mas foi só impressão. Voltei ao passeio extraterrestre. Tentei vê alguma coisa, no entanto, só consegui me vê na imensidão do silêncio daquele planeta. Então abandonei o passeio planetário e passei a passear dentro de mim mesmo. Para minha total surpresa descobri que, dentro de mim, o vermelho era infinitamente mais vivo do que o vermelho de Marte. E foi neste exato momento que tudo que estava acontecendo passou a ter real sentido para mim. Entendi perfeitamente. “A vida pulsa nas veias de um Ser e não no silêncio do vazio”.
Depois de tudo isso, a verdade é que eu acordei ouvindo o latido do cachorro do vizinho. O silêncio foi embora e o sonho acabou. Acordei! Poxa, estava tão bom viver esta loucura! Depois que acordei senti saudades de Marte. É verdade, é possível ir a Marte. Chega! Voltemos pra terra, porque a realidade nos espera.
Nunca pensei que poderia ir tão longe assim. Já sonhei até chegando à lua, mas chegar a Marte foi demais. Ora, isso só foi possível devido à facilidade de mergulhar no silêncio da madrugada. São 1:30h de domingo. O silêncio dentro do meu apartamento é intenso e o lá de fora é tétrico. Todos dormem; inclusive o cachorro do vizinho de frente do meu prédio. É estranho! Porque aquele vira-lata troca o dia pela noite. Quem sabe não está sonhando latindo em Marte! A esta altura da madrugada acho que até os animais sonham.
É incrível, mas sempre que estou sem sono, se não ler alguma coisa, acabo dando as mãos para o silêncio, e juntos, nos embrenhamos por caminhos que me levam a lugares que só o meu espírito pode ir, sem gastar tempo nem dinheiro. Pra ser bem sincero, acho sensacional, porque fico conhecendo lugares espetaculares, incluindo os que estão fora da órbita da terra. Antes de continuar, acho que você está pensando que sou um “débil mental”. Talvez seja! Mas é verdade, é possível ir a Marte. O problema é que só os “loucos” vão a Marte. Mesmo assim, sem querer que você fique louco, o convite está feito: Vamos para Marte!
Antes de dizer como foi minha chegada em Marte, quero revelar algo que me veio à mente de repente. Pensei na NASA. Gastou tanto dinheiro para levar o homem à Lua, e eu só gastei uma parte da noite para ir a Marte. Que coisa, hem? Impressionante!
Quando cheguei ao planeta vermelho, fiquei muito chateado, porque esperava uma recepção calorosa e com muita festa por parte da turma que vivi por lá. Por incrível que pareça, não apareceu ninguém, nem mesmo vi um óvnis sequer. Então falei comigo mesmo: Deixa está; guando eles forem passear na terra, também farei o mesmo. Aos poucos a chateação passou, e então resolvi dá um passeio. Êpa! Tive a impressão de ter ouvido um latido. Mas foi só impressão. Voltei ao passeio extraterrestre. Tentei vê alguma coisa, no entanto, só consegui me vê na imensidão do silêncio daquele planeta. Então abandonei o passeio planetário e passei a passear dentro de mim mesmo. Para minha total surpresa descobri que, dentro de mim, o vermelho era infinitamente mais vivo do que o vermelho de Marte. E foi neste exato momento que tudo que estava acontecendo passou a ter real sentido para mim. Entendi perfeitamente. “A vida pulsa nas veias de um Ser e não no silêncio do vazio”.
Depois de tudo isso, a verdade é que eu acordei ouvindo o latido do cachorro do vizinho. O silêncio foi embora e o sonho acabou. Acordei! Poxa, estava tão bom viver esta loucura! Depois que acordei senti saudades de Marte. É verdade, é possível ir a Marte. Chega! Voltemos pra terra, porque a realidade nos espera.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Uma incômoda experiência
Já fazia bastante tempo! Já nem sabia o que era sentir isso. Achei amargo o gostinho do desprezo. Fiquei apertado por dentro. Depois que minha mãe se foi, pela primeira vez senti muito forte a carência do abraço materno. A sensação de ausência de quem se gosta, mesmo este alguém estando presente, é terrível. Depreciei aos olhos de quem dizia me admirar. Esta incômoda experiência atiçou minha vulnerabilidade e me fez refletir sobre a transitoriedade dos sentimentos. Tudo passa! Até os sentimentos mais sublimes sucumbem ao tempo. Creio que Deus criou o tempo para servir de cura para a alma, também. Só o tempo pode aliviar a saudade de um ente que partiu; a dor da separação de um casal; a agonia da quebra de um relacionamento amigável; o mal-estar gerado pelo espaço vazio que um dia foi ocupado por um amigo mais chegado que irmão.
Não ouso, nem de longe, comparar minha experiência com o abandono e desprezo que Cristo sentiu, ao ser levado para cruz. Seria uma incoerência desmedida. Seria equipara-se com Alguém que viveu o que viveu para que eu tivesse vida. Não! No entanto, um farelo ínfimo do desprezo me atingiu. Engoli o choro. Travei a respiração. E a parti daí me vi ao lado de Maria aos pés da cruz de Cristo.
A cena da crucificação me fez olhar para mim mesmo, para meu egoísmo e presunção de achar que não era justo ser desprezado ou ignorado. Quem eu acho que sou para pensar que posso agradar a todos? No fundo, o que sentia mesmo é que deveria ser amado e admirado por todos. Que loucura! Que imaturidade! Que ilusão! Que pretensão! Fui fisgado pelo pecado da arrogância de querer ser o que nem Ele foi entre os homens. Miserável homem que sou!
Calei-me. Silenciei-me. A ponto de só ouvir as batidas do Seu coração. Minha mente vagueou; meus olhos fixaram-se no infinito; minha alma aquietou-se; meu espírito descansou como um filho que descansa nos braços do Pai, para ser inundado por seu amor Eterno. O olhar Dele me fez sereno, me sarou, me libertou, fez-me entender que devemos amar mesmo quando não se é amado, e que o ser desprezado é componente de um processo de ser cada dia semelhante a Ele.
Levantei-me, olhei para Maria e vi no rosto dela a aparência do Filho. Então segui de volta no meu caminho, fortalecido pela forca do Seu olhar. Já bem longe ouvi a voz Daquele que me dizia: “Não temas, pois eu sou contigo; não te assombres, pois eu sou o teu Deus. Eu te fortalecerei, e te ajudarei; eu te sustentarei com a destra da minha justiça”
Não ouso, nem de longe, comparar minha experiência com o abandono e desprezo que Cristo sentiu, ao ser levado para cruz. Seria uma incoerência desmedida. Seria equipara-se com Alguém que viveu o que viveu para que eu tivesse vida. Não! No entanto, um farelo ínfimo do desprezo me atingiu. Engoli o choro. Travei a respiração. E a parti daí me vi ao lado de Maria aos pés da cruz de Cristo.
A cena da crucificação me fez olhar para mim mesmo, para meu egoísmo e presunção de achar que não era justo ser desprezado ou ignorado. Quem eu acho que sou para pensar que posso agradar a todos? No fundo, o que sentia mesmo é que deveria ser amado e admirado por todos. Que loucura! Que imaturidade! Que ilusão! Que pretensão! Fui fisgado pelo pecado da arrogância de querer ser o que nem Ele foi entre os homens. Miserável homem que sou!
Calei-me. Silenciei-me. A ponto de só ouvir as batidas do Seu coração. Minha mente vagueou; meus olhos fixaram-se no infinito; minha alma aquietou-se; meu espírito descansou como um filho que descansa nos braços do Pai, para ser inundado por seu amor Eterno. O olhar Dele me fez sereno, me sarou, me libertou, fez-me entender que devemos amar mesmo quando não se é amado, e que o ser desprezado é componente de um processo de ser cada dia semelhante a Ele.
Levantei-me, olhei para Maria e vi no rosto dela a aparência do Filho. Então segui de volta no meu caminho, fortalecido pela forca do Seu olhar. Já bem longe ouvi a voz Daquele que me dizia: “Não temas, pois eu sou contigo; não te assombres, pois eu sou o teu Deus. Eu te fortalecerei, e te ajudarei; eu te sustentarei com a destra da minha justiça”
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
FINAL DE ANO.
Final de Ano! É puramente uma questão cronológica, que serve para estabelecer limites e delimitar parâmetros que contribuirão para evolução da História. Tem a ver muito mais com transição do que com conclusão. É algo exclusivamente terreal. Deus criou tudo, e tudo na terra passou a ter princípio e fim; ao intervalo entre um e outro se chamou de Tempo. O começo e o fim estão dentro do tempo e só existem por causa da criação.
O fim é relativo, porque o que agora é fim para um, pode ser o começo para outro. No final do ano se finda o calendário e muda-se a data, mas isso não quer dizer que houve conclusão de tudo, ou final de vida. Isso porque “o tempo não pára”, como dizia Cazuza.
Se formos bem realistas, o final de ano é: “um fim que não é fim”. A consciência desta realidade, talvez tornasse as festas de final de ano bem melhores. De todo último dia de cada mês, o dia 31 de dezembro é o que mais chama atenção. Este dia evidencia coisas significativas, tais como: passado e futuro; terminar e recomeçar; velho e novo; sonhos e projetos; expectativas e esperança.
Entre o dia 31 de Dezembro e o dia 1º de Janeiro há verdades que são pouco evidenciadas, senão vejamos:
- Espera-se um ano inteiro para se viver e festejar um tempo muito curto de transição. Já que é do fim para o início, só temos 24 horas. Conclusão: O valor do tempo não está apenas na quantidade, mas principalmente no grau de importância que damos a ele.
- Na virada de ano, a narrativa da história sofre uma pausa para fazer a transição apenas da data, porque nem tudo muda e a vida continua seu percurso natural. No seu livro “Feliz Ano Velho”, o Marcelo Rubens Paiva através da sua própria vida, consegue expressar muito bem isso. Já que muitas coisas do Ano Velho continuam no Ano Novo, o Ano Velho pode ser feliz também.
- O "velho" sonha com o "novo" e o "novo" revigora o "velho". Na verdade a grande expectativa é o nascer do “novo”. No entanto, uma vez o “novo” chegando, o que já existia fica mais velho ainda, e o que nasceu no primeiro dia, a partir daí já começa a envelhecer, inclusive o Ano novo.
- É o único período em que a maioria das pessoas mata o sono em busca de novos sonhos. Todos ficam acordados sonhando de olhos abertos à espera do “novo”. Sonhar não é uma questão de tempo, mas de expectativas e desejos.
- A idade e a vida se completam. A idade aumenta, e o tempo de viver diminui. Ter vida longa tem a ver com a quantidade de tempo vivido; viver intensamente tem a ver com a qualidade com que usamos o tempo.
É incômodo para todo ser humano aceitar que ficamos limitados pelo tempo. Essa inquietação é decorrente da nossa originalidade: Fomos criados para sermos eternos. “Deus pôs a eternidade nos corações dos homens” (Ecl.3:11). Dentro da eternidade deveríamos transcender o tempo, no entanto, o nosso mau uso do tempo, fez esse mesmo tempo nos aprisionar.
O tempo nos tragou, ou seja, nos tirou da eternidade. Então passamos a lutar contra a limitação do próprio tempo. Além do mais o tempo é traiçoeiro, porque em determinados momentos pensamos que ele findou, mas na verdade ele continua presente; é o caso do Final de Ano.
Como tudo que Deus criou deve alcançar o sentido e o propósito de ser, Ele mesmo nos capacitou a usar o tempo da melhor maneira possível. Aqueles que sabem remir bem o tempo sabem também, dentre outras coisas, usufruírem o melhor que um Final de ano proporciona.
Um Final de ano tem diversas roupagens, porque primeiramente é gerado na cabeça de cada um. É cada pessoa que cria a forma como quer passar seu final de ano. Mas para quem quer ganhar tempo, o importante mesmo é vivenciarmos com toda intensidade este dia, fazendo dele uma grande festa. Mesmo consciente da não intermitência do tempo, opto por fazer do Final do Ano um motivo de festejar a vida com a Vida e com quem tem vida.
Um feliz Final de Ano e um abençoado Ano Novo!
O fim é relativo, porque o que agora é fim para um, pode ser o começo para outro. No final do ano se finda o calendário e muda-se a data, mas isso não quer dizer que houve conclusão de tudo, ou final de vida. Isso porque “o tempo não pára”, como dizia Cazuza.
Se formos bem realistas, o final de ano é: “um fim que não é fim”. A consciência desta realidade, talvez tornasse as festas de final de ano bem melhores. De todo último dia de cada mês, o dia 31 de dezembro é o que mais chama atenção. Este dia evidencia coisas significativas, tais como: passado e futuro; terminar e recomeçar; velho e novo; sonhos e projetos; expectativas e esperança.
Entre o dia 31 de Dezembro e o dia 1º de Janeiro há verdades que são pouco evidenciadas, senão vejamos:
- Espera-se um ano inteiro para se viver e festejar um tempo muito curto de transição. Já que é do fim para o início, só temos 24 horas. Conclusão: O valor do tempo não está apenas na quantidade, mas principalmente no grau de importância que damos a ele.
- Na virada de ano, a narrativa da história sofre uma pausa para fazer a transição apenas da data, porque nem tudo muda e a vida continua seu percurso natural. No seu livro “Feliz Ano Velho”, o Marcelo Rubens Paiva através da sua própria vida, consegue expressar muito bem isso. Já que muitas coisas do Ano Velho continuam no Ano Novo, o Ano Velho pode ser feliz também.
- O "velho" sonha com o "novo" e o "novo" revigora o "velho". Na verdade a grande expectativa é o nascer do “novo”. No entanto, uma vez o “novo” chegando, o que já existia fica mais velho ainda, e o que nasceu no primeiro dia, a partir daí já começa a envelhecer, inclusive o Ano novo.
- É o único período em que a maioria das pessoas mata o sono em busca de novos sonhos. Todos ficam acordados sonhando de olhos abertos à espera do “novo”. Sonhar não é uma questão de tempo, mas de expectativas e desejos.
- A idade e a vida se completam. A idade aumenta, e o tempo de viver diminui. Ter vida longa tem a ver com a quantidade de tempo vivido; viver intensamente tem a ver com a qualidade com que usamos o tempo.
É incômodo para todo ser humano aceitar que ficamos limitados pelo tempo. Essa inquietação é decorrente da nossa originalidade: Fomos criados para sermos eternos. “Deus pôs a eternidade nos corações dos homens” (Ecl.3:11). Dentro da eternidade deveríamos transcender o tempo, no entanto, o nosso mau uso do tempo, fez esse mesmo tempo nos aprisionar.
O tempo nos tragou, ou seja, nos tirou da eternidade. Então passamos a lutar contra a limitação do próprio tempo. Além do mais o tempo é traiçoeiro, porque em determinados momentos pensamos que ele findou, mas na verdade ele continua presente; é o caso do Final de Ano.
Como tudo que Deus criou deve alcançar o sentido e o propósito de ser, Ele mesmo nos capacitou a usar o tempo da melhor maneira possível. Aqueles que sabem remir bem o tempo sabem também, dentre outras coisas, usufruírem o melhor que um Final de ano proporciona.
Um Final de ano tem diversas roupagens, porque primeiramente é gerado na cabeça de cada um. É cada pessoa que cria a forma como quer passar seu final de ano. Mas para quem quer ganhar tempo, o importante mesmo é vivenciarmos com toda intensidade este dia, fazendo dele uma grande festa. Mesmo consciente da não intermitência do tempo, opto por fazer do Final do Ano um motivo de festejar a vida com a Vida e com quem tem vida.
Um feliz Final de Ano e um abençoado Ano Novo!
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