Diante de tudo que se tem visto e ouvido, é
inegável que o desespero tem assolado a humanidade, de tal forma, que tornou-se
doença mortal. A busca desenfreada por uma vida gloriosa e isenta de dor é como
um buraco sem fundo que leva as pessoas cada vez mais para baixo. Desesperados,
muitos transformam o viver em uma eterna luta de superação de problemas.
Esquece-se que o desespero nada mais é do que a negação interior de que a vida
tem suas contingências, e de que somos seres humanos limitados em todos os
aspectos.
A negação de nossa natureza humana nos consome, nos
leva
a exigir de nós e dos outros o que nunca alcançaremos neste mundo; a
perfeição. Kierkegaard em “O desespero humano”, fala que o desespero se
manifesta de duas formas: Não querermos ser nós mesmos, ou a vontade
desesperada de sermos nós mesmos. Paulo, apóstolo dos gentios, viveu este
desespero, e só superou suas angústias quando admitiu sua miserabilidade humana.
Foi assim que ele aprendeu a lidar com as pressões da vida sem, no entanto,
deixar-se ser consumido por elas. Os discípulos de Jesus também enfrentaram
esta luta, a ponto de serem avisados pelo próprio Cristo que as aflições deste
mundo seriam inevitáveis.
Cristo a esperança da glória!
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