Embora saiba que a graça de Deus, na sua totalidade, não pode ser explicada e nem entendida pela mente humana, todavia sei que é possível detectarmos algumas nuanças dela, que somente são reconhecidas por aqueles que não buscam explicações plausíveis, mas apenas vivem e usufruem intensamente os seus benefícios.
Sem sombra de dúvida, uma das qualidades de alguém que tem intimidade com Deus é quando este alguém aprendeu a viver pela Sua graça. Um dos matizes da graça que mais me chama atenção é o efeito contrário que ela gera no indivíduo em relação aos padrões e valores terreais. Enquanto o “ser” representa para muitos, ter encontrado o tesouro perdido nas profundezas do oceano; para quem vive pela graça o “ser” representa ser o próprio tesouro que torna o espetáculo da vida mais bonito, e que nos capacita a ver e usufruir também das riquezas e maravilhas deste mesmo oceano.
Pela Graça que me alcançou, me rendi diante da graça que contradiz a razão humana; que torna louca a sabedoria deste mundo; que faz as coisas vis e desprezíveis aniquilarem as que parecem ter valor, com o fim de confundir os que se acham sábios. Por um bom tempo, como cristão, vivi debaixo da graça de Deus sem, no entanto, experimentar a “loucura” desta graça. Vivia no limbo da graça. Porém, pela misericórdia de Deus, fui acordado a tempo de não permitir que a religião aliada com a instituição, continuasse me sufocando e impedindo-me de ser marcado pelos lampejos do favor eterno do Pai.
O peso da doutrina sem o aquecimento da graça cauterizou minha mente e me acorrentou a uma vida sem graça, estreita e enviesada. Preso pela ditadura dos padrões evangélicos, e não cristãos, deixei de usufruir o que foi intitulado de abominável e vulgar, pela religião. Ceguei, por um tempo, para os detalhes ignotos da vida, que produzem os prazeres mais sublimes para a sobrevivência de um “ser” criado conforme a imagem de Deus. Hoje, tudo faz sentido. Porque pela graça de Deus, aprendi a tirar proveito de tudo; aprendi a valorizar muito mais as coisas que produzem resultados permanentes, tais como: Ir ao cinema para assistir um bom filme com minha esposa; emocionar-me com a leitura de um romance e de uma poesia; ouvir o canto de um pássaro ao amanhecer; condoer-se com o olhar de um adolescente no semáforo; relaxar ouvindo a melodia de uma boa música; contemplar a linha do horizonte no oceano; sentir a brisa da aurora da manhã; andar na praia ao entardecer; beber um bom vinho; gritar “gol” com meu filho; comprar um bom livro para minha filha; papear na roda de amigos; assistir uma boa peça teatral; usufruir o silêncio da madrugada; extasiar-se diante do inexplicável; sorrir das minhas próprias limitações; andar de mãos dadas com as diferenças pessoais; enfim, decidir simplesmente viver e viver cada minuto com toda intensidade.
A essas alturas da minha vida, quero viver integralmente o que a graça de Deus me presenteou, independente de qualquer coisa. Quero viver a liberdade de ser livre, mesmo que seja tachado de louco, até porque, é impossível viver a liberdade sem experimentar a “loucura” da graça. Prefiro ser louco, não da mente, ou ser demente, mas louco para esvaziar a mente e ser cheio da mente de Cristo. A graça de Deus foge à razão humana; é algo extraordinário, porque faz a gente tocar no intocável, ver o invisível, compreender o incompreensível, tolerar o intolerável humano, e até mesmo acreditar que os “loucos” também amam (e quem sabe verdadeiramente amar?).
Conclusão. De imediato a graça de Deus me livrou do inferno das trevas, e no decorrer do tempo vai me livrando do inferno da terra. A graça também me libertou de uma vida sem-graça, e de graça me deu uma nova vida cheia de graça. Isso aconteceu porque entre a sanidade humana e a “loucura” da graça, escolhi esta, que si manifesta em Deus, por meio de seu filho, Jesus!
Jesus,o mestre da comunicação, ensinava conversando,no entanto,não conversava ensinando,porque sabia da importância de se comunicar de forma simples e natural."Conversanobre" tem como proposta,expor meus pensamentos, elucubrações e insights, oriundos de conversas minhas,com Deus,comigo mesmo,com pessoas e com o mundo ao meu redor.Conversar é ato nobre de compartilhar sonhos,histórias e vida.
sábado, 31 de outubro de 2009
sábado, 17 de outubro de 2009
Lembranças da infância
Os tempos mudam! O que era especial ontem, hoje já não se dá tanta importância. Lembro-me dos momentos especiais de final de semana, com a família toda, reunida na copa-cozinha ao redor de uma grande mesa feita de pau d’arco. Momentos inesquecíveis que não voltam mais. Naqueles momentos, pelo fato de estarmos todos juntos, tudo era festa, a alegria inundava o ambiente e isso gerava uma mistura de prazer e felicidade. Qualquer coisa era motivo de sorrir e dá gargalhada, ríamos por bobagem, a ponto de derramarmos lágrimas. Havia liberdade de ser quem realmente éramos sem medo de sermos rejeitados.
Domingo! Significava mesa cheia (Só quando começamos a estudar que passamos a dizer mesa farta). A galinha caipira não podia faltar, e quem melhor preparava era papai. Ele também fazia o suco de cupuaçu, que ele chamava de vitamina KB12, para nós era o melhor suco do mundo. Sentíamos orgulho de dizer isso, ele também, é claro! Mamãe se realizava ao ver toda a família reunida. As coisas aconteciam naturalmente. Havia a hora do almoço e da janta (dizer “almoçar” e “jantar” era coisa de granfino, ou seja, de gente rica). Ninguém comia primeiro até que todos estivessem na mesa. Ai daquele que sentava para comer “nu de cintura pra cima”, para meus pais era inadmissível. Só havia um momento de silêncio, quando mamãe fazia a oração de agradecimento a Deus pela comida e pela família.
Hoje, a maioria das famílias não prepara jantar, fazem apenas um lanche, que no final das contas acabam comendo mais do que se jantassem realmente. Na minha infância, o jantar era preparado todos os dias, e servido às 6:00h da tarde. De vez enquando mamãe preparava uma sopa, era tão forte e saborosa que quando comíamos, suávamos por todos os lados do corpo (eu sei, hoje é por todos os poros). Nos dias de lua cheia, antes de dormir, nos reuníamos na área livre enfrente da nossa casa, que meus pais chamavam de “terreiro”, e ficávamos papeando até dá sono. Papai gostava de cantar a música de Nelson Gonçalves “Boemia” e mamãe cantava músicas de Ângela Maria. Tinha uma música que até hoje me lembro dos dois cantando: “Fiz uma casinha branca lá no pé da serra pra nós dois morar, fica perto da barranca, do rio Paraná...”. Havia o momento de contar estórias. As estórias que Papai contava eram demais. Só quem sabia contar melhor era ele. A nossa estória predileta era a da onça pintada; pedíamos pra ele contar várias vezes, e ele contava que parecia de verdade. Já mamãe só contava estórias de assombração e visagem, eram as últimas estórias que ouvíamos, porque quando ela terminava, todos iam dormir escondidos debaixo dos lençóis. Mas tudo isso era significativo e excitante para nós.
Minha família sempre aproveitava o tempo de cada fruta para ser motivo de estarmos juntos e fortalecermos nossa unidade. Tinha o período do milho. Papai comprava as espigas de milho para fazer canjica e comermos milho cozido. O preparo da canjica dava uma trabalheira doida. Tínhamos que ralar o milho. A primeira vez que ralei foi terrível, porque ralei também os dedos, e dessa vez a festa ficou sem graça pra mim. O consolo foi que mamãe deixou que eu comesse bastante canjica. Outro tempo bom era o tempo da juçara. Meus pais não gostavam de comprar juçara pronta, eles mesmos preparavam. Deixavam a juçara de molho até amolecer a polpa, depois colocava no alguidar e amassava com as mãos até toda a polpa se desprender dos caroços, e só então usava a peneira, feita de fibra de palha de arumã, para coar o líquido da juçara. Entre outros momentos, tinha o café da manhã que era recheado de: cuscuz de milho, beiju, macaxeira cozida, batata doce, cará e o leite mugido.
À medida que fomos crescendo, essas coisas foram ficando para traz. Que pena! Sinto saudades! A correria para chegar ao trabalho e no colégio à tempo; a ânsia pelo prazer de viver coisas novas; o próprio desenvolvimento natural daquela geração; o avanço da tecnologia trazendo a televisão; o crescimento demográfico, etc., foram sufocando as coisas simples que vivíamos. Agregado a tudo que o desenvolvimento trazia, passamos a ver nosso pai preso pelo alcoolismo. E aí foi triste, porque tudo desmoronou. Só que a partir daí, é outra história. Fico por aqui. Em outro momento contarei essa parte. Porque o que quero mesmo, é evidenciar o lado lindo e maravilhoso que vivi com meus pais e meus irmãos. Sempre que lembro essas coisas, fico feliz, além de ser contagiado por um desejo muito forte de continuar vivendo e usufruindo coisas semelhantes com a minha família atual. Quando olho para traz e lembro-me destes momentos, só posso dizer que: Foi Deus quem me abençoou com estes momentos inesquecíveis.
Domingo! Significava mesa cheia (Só quando começamos a estudar que passamos a dizer mesa farta). A galinha caipira não podia faltar, e quem melhor preparava era papai. Ele também fazia o suco de cupuaçu, que ele chamava de vitamina KB12, para nós era o melhor suco do mundo. Sentíamos orgulho de dizer isso, ele também, é claro! Mamãe se realizava ao ver toda a família reunida. As coisas aconteciam naturalmente. Havia a hora do almoço e da janta (dizer “almoçar” e “jantar” era coisa de granfino, ou seja, de gente rica). Ninguém comia primeiro até que todos estivessem na mesa. Ai daquele que sentava para comer “nu de cintura pra cima”, para meus pais era inadmissível. Só havia um momento de silêncio, quando mamãe fazia a oração de agradecimento a Deus pela comida e pela família.
Hoje, a maioria das famílias não prepara jantar, fazem apenas um lanche, que no final das contas acabam comendo mais do que se jantassem realmente. Na minha infância, o jantar era preparado todos os dias, e servido às 6:00h da tarde. De vez enquando mamãe preparava uma sopa, era tão forte e saborosa que quando comíamos, suávamos por todos os lados do corpo (eu sei, hoje é por todos os poros). Nos dias de lua cheia, antes de dormir, nos reuníamos na área livre enfrente da nossa casa, que meus pais chamavam de “terreiro”, e ficávamos papeando até dá sono. Papai gostava de cantar a música de Nelson Gonçalves “Boemia” e mamãe cantava músicas de Ângela Maria. Tinha uma música que até hoje me lembro dos dois cantando: “Fiz uma casinha branca lá no pé da serra pra nós dois morar, fica perto da barranca, do rio Paraná...”. Havia o momento de contar estórias. As estórias que Papai contava eram demais. Só quem sabia contar melhor era ele. A nossa estória predileta era a da onça pintada; pedíamos pra ele contar várias vezes, e ele contava que parecia de verdade. Já mamãe só contava estórias de assombração e visagem, eram as últimas estórias que ouvíamos, porque quando ela terminava, todos iam dormir escondidos debaixo dos lençóis. Mas tudo isso era significativo e excitante para nós.
Minha família sempre aproveitava o tempo de cada fruta para ser motivo de estarmos juntos e fortalecermos nossa unidade. Tinha o período do milho. Papai comprava as espigas de milho para fazer canjica e comermos milho cozido. O preparo da canjica dava uma trabalheira doida. Tínhamos que ralar o milho. A primeira vez que ralei foi terrível, porque ralei também os dedos, e dessa vez a festa ficou sem graça pra mim. O consolo foi que mamãe deixou que eu comesse bastante canjica. Outro tempo bom era o tempo da juçara. Meus pais não gostavam de comprar juçara pronta, eles mesmos preparavam. Deixavam a juçara de molho até amolecer a polpa, depois colocava no alguidar e amassava com as mãos até toda a polpa se desprender dos caroços, e só então usava a peneira, feita de fibra de palha de arumã, para coar o líquido da juçara. Entre outros momentos, tinha o café da manhã que era recheado de: cuscuz de milho, beiju, macaxeira cozida, batata doce, cará e o leite mugido.
À medida que fomos crescendo, essas coisas foram ficando para traz. Que pena! Sinto saudades! A correria para chegar ao trabalho e no colégio à tempo; a ânsia pelo prazer de viver coisas novas; o próprio desenvolvimento natural daquela geração; o avanço da tecnologia trazendo a televisão; o crescimento demográfico, etc., foram sufocando as coisas simples que vivíamos. Agregado a tudo que o desenvolvimento trazia, passamos a ver nosso pai preso pelo alcoolismo. E aí foi triste, porque tudo desmoronou. Só que a partir daí, é outra história. Fico por aqui. Em outro momento contarei essa parte. Porque o que quero mesmo, é evidenciar o lado lindo e maravilhoso que vivi com meus pais e meus irmãos. Sempre que lembro essas coisas, fico feliz, além de ser contagiado por um desejo muito forte de continuar vivendo e usufruindo coisas semelhantes com a minha família atual. Quando olho para traz e lembro-me destes momentos, só posso dizer que: Foi Deus quem me abençoou com estes momentos inesquecíveis.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
DESGASTADO
É assim que me sinto! Consumido pelo atrito entre o “ser” e o “ter”. Sinto-me como uma pastilha desgastada, que está na eminência de danificar o disco de freio do carro que me carrega. Preciso parar de ser desgastado pela própria vida e pela ação de um sistema dominante que escraviza o meu “ser”, caso contrário, me tornarei instrumento de desgaste na vida dos outros.
Já não tenho estômago para suportar o gosto amargo da incoerência que permeia o mundo ao meu redor; que machuca minha consciência e agride minhas convicções. Vivo a agonia do “deixar tudo” para “ser tudo o que devo ser”; de reencontrar o que sempre busquei e que no decorrer do tempo fui perdendo.
Sinto-me incomodado e tenso diante do que deve ser feito, do caminho a ser seguido e da decisão a ser tomada. Sou engodado pela circunstância e pela comodidade, e isso depõe contra mim mesmo. Angustio-me diante da minha vulnerabilidade e incapacidade de seguir a estrada que produz em mim leveza e liberdade.
Percorro com os olhos à procura de cantos obscuros, com o fim de evitar o confronto comigo mesmo e com esta vida que me seduziu e me cercou de forma traiçoeira. Acabei me deixando levar por uma estrada de uma única via, e que só tem um ponto final: A insatisfação. Estou no final desta estrada; preciso retornar.
Minha ânsia é pela liberdade de viver a própria liberdade. Quero abandonar o que me aprisiona, quero afastar-me do que me anula e me sufoca. Enclausuro-me dentro de mim mesmo, e isso trava minha essência de ser, agrava a dor da minha alma e sufoca minha existência. Cada minuto que passa, luto para não perder a luminosidade de quem já foi iluminado e marcado pela Verdade.
Miserável homem que sou! Quem me livrará deste cativeiro? O que me sustenta é a certeza de que a Providência já providenciou minha libertação de tudo isso. Perdi o apetite, mas não perdi a esperança. Para Aquele que controla tudo, o desfecho de minha história está em suas mãos. O que vai ser não sei. Só sei de uma única coisa, preciso voltar a ser o que sempre fui antes de me encontrar nesse buraco negro.
O meu alento é a certeza de que não estou só, Ele está comigo. Só a presença dele é suficiente para me fazer caminhar no caminho de volta para o propósito que Ele tem para mim. Sei que chegará o dia em que deixarei de está desgastado e estarei pleno e inteiro diante Dele. Meu descanso é continuar ouvindo Ele me dizer: “A minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.
Já não tenho estômago para suportar o gosto amargo da incoerência que permeia o mundo ao meu redor; que machuca minha consciência e agride minhas convicções. Vivo a agonia do “deixar tudo” para “ser tudo o que devo ser”; de reencontrar o que sempre busquei e que no decorrer do tempo fui perdendo.
Sinto-me incomodado e tenso diante do que deve ser feito, do caminho a ser seguido e da decisão a ser tomada. Sou engodado pela circunstância e pela comodidade, e isso depõe contra mim mesmo. Angustio-me diante da minha vulnerabilidade e incapacidade de seguir a estrada que produz em mim leveza e liberdade.
Percorro com os olhos à procura de cantos obscuros, com o fim de evitar o confronto comigo mesmo e com esta vida que me seduziu e me cercou de forma traiçoeira. Acabei me deixando levar por uma estrada de uma única via, e que só tem um ponto final: A insatisfação. Estou no final desta estrada; preciso retornar.
Minha ânsia é pela liberdade de viver a própria liberdade. Quero abandonar o que me aprisiona, quero afastar-me do que me anula e me sufoca. Enclausuro-me dentro de mim mesmo, e isso trava minha essência de ser, agrava a dor da minha alma e sufoca minha existência. Cada minuto que passa, luto para não perder a luminosidade de quem já foi iluminado e marcado pela Verdade.
Miserável homem que sou! Quem me livrará deste cativeiro? O que me sustenta é a certeza de que a Providência já providenciou minha libertação de tudo isso. Perdi o apetite, mas não perdi a esperança. Para Aquele que controla tudo, o desfecho de minha história está em suas mãos. O que vai ser não sei. Só sei de uma única coisa, preciso voltar a ser o que sempre fui antes de me encontrar nesse buraco negro.
O meu alento é a certeza de que não estou só, Ele está comigo. Só a presença dele é suficiente para me fazer caminhar no caminho de volta para o propósito que Ele tem para mim. Sei que chegará o dia em que deixarei de está desgastado e estarei pleno e inteiro diante Dele. Meu descanso é continuar ouvindo Ele me dizer: “A minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Rastro de uma vida
Fui o que muitos já foram...
Um idealizador de projetos insólitos;
Um sonhador de sonhos inusitados;
Um neófito prenhe da inocência e da imaturidade;
Uma promessa de um futuro incerto.
No berço da família, fui...
A realidade de quem sonhou o que não sonhei;
Referencial dos filhos de pai ausente;
Exemplo na perseguição da conquista;
Escape para salvação dos que creram depois.
No aprendizado da vida, fui...
Marinheiro de primeira viagem;
Escora de quem chegou primeiro;
Calo no pé de quem estava na vez;
Dublê dos que não sabiam fazer;
Salvação dos que não conseguiam ser.
Quando deixei pai e mãe, me tornei...
Amado da minha amada;
Referencial dos filhos que sonhei;
Guardião da família abençoada;
Sacerdote do grande Rei.
Do caminhar no Caminho...
De perdido fui achado;
De bastardo fui feito legítimo;
De escravo tornei-me livre;
De livre tornei-me servo;
De servo tornei-me filho por meio do Filho.
No decorrer do tempo...
De menino cheguei a ser homem;
De principiante tornei-me experiente;
De obscuro passei a ser conhecido;
De vulnerável tornei-me resistente.
Hoje, sou o que sou.
O que fui, fui; o que sou, sou; o que serei..., é o que desejo ser:
Semelhante a Jesus.
Um idealizador de projetos insólitos;
Um sonhador de sonhos inusitados;
Um neófito prenhe da inocência e da imaturidade;
Uma promessa de um futuro incerto.
No berço da família, fui...
A realidade de quem sonhou o que não sonhei;
Referencial dos filhos de pai ausente;
Exemplo na perseguição da conquista;
Escape para salvação dos que creram depois.
No aprendizado da vida, fui...
Marinheiro de primeira viagem;
Escora de quem chegou primeiro;
Calo no pé de quem estava na vez;
Dublê dos que não sabiam fazer;
Salvação dos que não conseguiam ser.
Quando deixei pai e mãe, me tornei...
Amado da minha amada;
Referencial dos filhos que sonhei;
Guardião da família abençoada;
Sacerdote do grande Rei.
Do caminhar no Caminho...
De perdido fui achado;
De bastardo fui feito legítimo;
De escravo tornei-me livre;
De livre tornei-me servo;
De servo tornei-me filho por meio do Filho.
No decorrer do tempo...
De menino cheguei a ser homem;
De principiante tornei-me experiente;
De obscuro passei a ser conhecido;
De vulnerável tornei-me resistente.
Hoje, sou o que sou.
O que fui, fui; o que sou, sou; o que serei..., é o que desejo ser:
Semelhante a Jesus.
domingo, 12 de julho de 2009
FORMAS E FÔRMAS
Nasceram parecidas, mas não são gêmeas; são parônimas. Apresentam grafia e pronúncia parecidas, no entanto, tem significados diferentes.
No projeto da criação e da criatura, formas e fôrmas são marcas registradas do Criador. Ele deu forma à terra, que depois ficou deformada e vazia. Fez a criatura nascer disforme, já que o feto na fôrma com o tempo é que vai criando forma. Este, depois de formado, de qualquer forma tem que sair da fôrma. Fora da fôrma passa a viver de diversas formas. No decorrer do tempo, acontece o inverso, ele vai perdendo a forma até ser colocado em outra fôrma. Sem vida somos colocados na fôrma para perder a forma. No final, a forma e a fôrma se deformam.
A fôrma expressa uma forma de ser, por isso é estática. A forma expressa um modo de fazer, por isso é dinâmica. Existem diversos tipos de fôrmas; existem diversas formas, de ser, fazer e viver. A fôrma tem forma, então podemos dizer que, a forma define a fôrma. Tem fôrmas pra tudo; tem formas de tudo. A forma diversifica a fôrma, por isso tem fôrmas de diversas formas, no entanto, a fôrma uma vez estabelecida limita a forma. A fôrma engessa, formata, padroniza, e no decorrer do tempo, cauteriza e institucionaliza a forma. Daí podermos afirmar que tanto a forma como a fôrma podem se dissolverem ou se eternizarem, no curso da história.
As formas expressam diversidades, porque é possível se fazer a mesma coisa de diversas formas. Há quem de diversas formas vive; há quem só vive de uma forma, e acaba preso na fôrma. Há quem se forma, se conforma e se deforma. Há ainda quem gosta da fôrma, vive na fôrma e morre na fôrma. Só entra na fôrma quem se conforma; uma vez conformado, pra sair da fôrma só há uma forma, quando a fôrma se deforma.
Chega! Já estou farto desta salada que é feita de uma só forma; a forma da fôrma. Não dá mais pra engolir esta mistura, enjoei de comer da fôrma que me deixou fora de forma. Quero a forma que me reforma me transforma e me renova. Quero o formato da primeira fôrma, aquela que foi feita pelas mãos do Grande oleiro, que tem as medidas exatas da minha verdadeira forma: A forma de Cristo.
Deus olhou para mim e me viu disforme, então por meio de Cristo me deu uma nova forma. Com o passar do tempo fui perdendo a forma e me enquadrando na fôrma de um cristianismo que não tem a forma de Cristo. Pela graça e misericórdia Daquele que me deu forma, fui liberto da fôrma que estava me deformando. Agora, só sei de uma coisa: “Nele sou cada dia transformado, para chegar à forma e semelhança Dele mesmo”.
No projeto da criação e da criatura, formas e fôrmas são marcas registradas do Criador. Ele deu forma à terra, que depois ficou deformada e vazia. Fez a criatura nascer disforme, já que o feto na fôrma com o tempo é que vai criando forma. Este, depois de formado, de qualquer forma tem que sair da fôrma. Fora da fôrma passa a viver de diversas formas. No decorrer do tempo, acontece o inverso, ele vai perdendo a forma até ser colocado em outra fôrma. Sem vida somos colocados na fôrma para perder a forma. No final, a forma e a fôrma se deformam.
A fôrma expressa uma forma de ser, por isso é estática. A forma expressa um modo de fazer, por isso é dinâmica. Existem diversos tipos de fôrmas; existem diversas formas, de ser, fazer e viver. A fôrma tem forma, então podemos dizer que, a forma define a fôrma. Tem fôrmas pra tudo; tem formas de tudo. A forma diversifica a fôrma, por isso tem fôrmas de diversas formas, no entanto, a fôrma uma vez estabelecida limita a forma. A fôrma engessa, formata, padroniza, e no decorrer do tempo, cauteriza e institucionaliza a forma. Daí podermos afirmar que tanto a forma como a fôrma podem se dissolverem ou se eternizarem, no curso da história.
As formas expressam diversidades, porque é possível se fazer a mesma coisa de diversas formas. Há quem de diversas formas vive; há quem só vive de uma forma, e acaba preso na fôrma. Há quem se forma, se conforma e se deforma. Há ainda quem gosta da fôrma, vive na fôrma e morre na fôrma. Só entra na fôrma quem se conforma; uma vez conformado, pra sair da fôrma só há uma forma, quando a fôrma se deforma.
Chega! Já estou farto desta salada que é feita de uma só forma; a forma da fôrma. Não dá mais pra engolir esta mistura, enjoei de comer da fôrma que me deixou fora de forma. Quero a forma que me reforma me transforma e me renova. Quero o formato da primeira fôrma, aquela que foi feita pelas mãos do Grande oleiro, que tem as medidas exatas da minha verdadeira forma: A forma de Cristo.
Deus olhou para mim e me viu disforme, então por meio de Cristo me deu uma nova forma. Com o passar do tempo fui perdendo a forma e me enquadrando na fôrma de um cristianismo que não tem a forma de Cristo. Pela graça e misericórdia Daquele que me deu forma, fui liberto da fôrma que estava me deformando. Agora, só sei de uma coisa: “Nele sou cada dia transformado, para chegar à forma e semelhança Dele mesmo”.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
A IMPORTÂNCIA DO NOME
Na vida poucas coisas são mais importantes que o Nome. Até Deus se autodenominou: No Velho Testamento é o Eu Sou, no Novo Testamento é Jesus Cristo, e depois do dia de Pentecoste é o Espírito Santo.
O Nome é tão importante, que está inserido em um dos dez mandamentos de Deus.
No decorrer dos tempos, nomear passou a ser motivo de estudo, daí surgiu a Onomástica e a Antroponímia, que trata do estudo dos nomes próprios e de pessoas.
O primeiro trabalho executado por Adão foi dar nome aos “bois”, e acho que não foi fácil. Tudo o que Deus criou tem nome, por isso podemos até dizer que, nesta vida tem nome pra tudo.
Bastou nascer, tem que registrar o nome; cresceu, tem que ter Identidade; morreu, tem que colocar o nome na lápide. Quando não se acha nome, se coloca qualquer nome; só não pode é ficar sem nome. Basta observar que até o espaço vazio dentro de uma lata tem nome: Filho, o que tem dentro da lata? “Nadinha”, mamãe.
Conheci um cachorro, cujo nome era Xô vê. “Xô vê” é redundância nordestina de “Deixa eu vê”. A família se reuniu para colocar o nome do animal. Quando alguém sugeria um nome, o outro dizia: Não gostei, xô vê outro. A coisa ficou tão difícil de dar nome, que acabaram chamando o coitado de Xô vê. A primeira vez que ouvi, pensei que era “chover” de chuva, mas me enganei.
O nome é fator determinante na vida de uma pessoa, e até mesmo de uma empresa, loja, repartição, cidade, estado e nação.
O nome pode aproximar ou afastar, porque fazemos relação do nome com aquilo que ele reflete; o nome pode gerar respeito, admiração e até gozação. Colocar nome de cantor, jogador e artista, nos filhos, se tornou epidemia no país. Na minha cidade, que é uma ilha, conheço muitas pessoas com nome de “João”, “Pedro” e “Paulo”, mas não conheço nenhum “Judas”, “Osama Bi Laden” ou “Saddan Russein”; de nome, é claro.
O nome pode também prejudicar. Tem gente que deve Deus e o mundo por causa do nome, ou seja, o que vale é andar com a marca, com a griffe, isso é mais importante do que ficar endividado ou com a reputação pessoal comprometida.
Tem gente que até morre por causa do nome, porque não importa quais conseqüências refrigerantes, uísque ou cigarros geram, mas se a marca está na mídia, isso é o que importa, “a vida é minha...”.
Brincar com o nome não é o problema, porque tem até apelido que passou a ser registrado como nome; o problema é com qual nome estamos brincando. Aqui no Brasil, “doido” é quem brinca com o nome de quem tem o poder de apagar o nome.
No mundo há um Nome que é muito usado. Usado de muitas formas; com jeito, sem jeito e de qualquer jeito. Um nome que é adorado e rejeitado, reverenciado e negociado. Esse nome é o Nome que está acima de todo nome: JESUS CRISTO!
Infelizmente muitos têm usado o nome de Cristo de forma vulgar e irresponsável, porque não vivem os padrões que este nome exige; ignoram o terceiro mandamento: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”.
Não tomar o nome de Deus em vão, não diz respeito somente à maneira, o modo, de falar. Está acima disso. Trata-se de uma relação de aliança e compromisso de viver em função d’Aquele que tem esse Nome, de defender e guardar a imagem que esse Nome reflete. É como o casamento de um homem com uma mulher, onde a mulher assume o nome do esposo.
Confeccionam-se adesivos com esse Nome e afixam nos automóveis, como se o nome em si, fosse mágico. Esquecemos que as letras J-E-S-U-S por si só são apenas letras e nada mais. Jesus ensinou isso dizendo: “Nem todo que me diz Senhor, Senhor, herdará o reino dos céus”. O apóstolo Paulo afirmou que a letra sem o Espírito é morta e mata. Admira-se o Nome, mas não se encarna a essência, a vida, que este Nome carrega.
Aquele que tem o Nome que é maior que todos os nomes, têm poder de mudar tanto a vida como o próprio nome de uma pessoa. Abrão, Jacó e Simão, por causa do Nome, mudaram de vida e de nome.
Sem nome é complicado conviver; sem engrandecer o Nome é difícil viver.
Sem nome ficamos sem Identidade; sem o Nome que está acima de todo nome, perdemos nossa verdadeira identidade: Semelhantes a Jesus.
“Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu Nome,...”
O Nome é tão importante, que está inserido em um dos dez mandamentos de Deus.
No decorrer dos tempos, nomear passou a ser motivo de estudo, daí surgiu a Onomástica e a Antroponímia, que trata do estudo dos nomes próprios e de pessoas.
O primeiro trabalho executado por Adão foi dar nome aos “bois”, e acho que não foi fácil. Tudo o que Deus criou tem nome, por isso podemos até dizer que, nesta vida tem nome pra tudo.
Bastou nascer, tem que registrar o nome; cresceu, tem que ter Identidade; morreu, tem que colocar o nome na lápide. Quando não se acha nome, se coloca qualquer nome; só não pode é ficar sem nome. Basta observar que até o espaço vazio dentro de uma lata tem nome: Filho, o que tem dentro da lata? “Nadinha”, mamãe.
Conheci um cachorro, cujo nome era Xô vê. “Xô vê” é redundância nordestina de “Deixa eu vê”. A família se reuniu para colocar o nome do animal. Quando alguém sugeria um nome, o outro dizia: Não gostei, xô vê outro. A coisa ficou tão difícil de dar nome, que acabaram chamando o coitado de Xô vê. A primeira vez que ouvi, pensei que era “chover” de chuva, mas me enganei.
O nome é fator determinante na vida de uma pessoa, e até mesmo de uma empresa, loja, repartição, cidade, estado e nação.
O nome pode aproximar ou afastar, porque fazemos relação do nome com aquilo que ele reflete; o nome pode gerar respeito, admiração e até gozação. Colocar nome de cantor, jogador e artista, nos filhos, se tornou epidemia no país. Na minha cidade, que é uma ilha, conheço muitas pessoas com nome de “João”, “Pedro” e “Paulo”, mas não conheço nenhum “Judas”, “Osama Bi Laden” ou “Saddan Russein”; de nome, é claro.
O nome pode também prejudicar. Tem gente que deve Deus e o mundo por causa do nome, ou seja, o que vale é andar com a marca, com a griffe, isso é mais importante do que ficar endividado ou com a reputação pessoal comprometida.
Tem gente que até morre por causa do nome, porque não importa quais conseqüências refrigerantes, uísque ou cigarros geram, mas se a marca está na mídia, isso é o que importa, “a vida é minha...”.
Brincar com o nome não é o problema, porque tem até apelido que passou a ser registrado como nome; o problema é com qual nome estamos brincando. Aqui no Brasil, “doido” é quem brinca com o nome de quem tem o poder de apagar o nome.
No mundo há um Nome que é muito usado. Usado de muitas formas; com jeito, sem jeito e de qualquer jeito. Um nome que é adorado e rejeitado, reverenciado e negociado. Esse nome é o Nome que está acima de todo nome: JESUS CRISTO!
Infelizmente muitos têm usado o nome de Cristo de forma vulgar e irresponsável, porque não vivem os padrões que este nome exige; ignoram o terceiro mandamento: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”.
Não tomar o nome de Deus em vão, não diz respeito somente à maneira, o modo, de falar. Está acima disso. Trata-se de uma relação de aliança e compromisso de viver em função d’Aquele que tem esse Nome, de defender e guardar a imagem que esse Nome reflete. É como o casamento de um homem com uma mulher, onde a mulher assume o nome do esposo.
Confeccionam-se adesivos com esse Nome e afixam nos automóveis, como se o nome em si, fosse mágico. Esquecemos que as letras J-E-S-U-S por si só são apenas letras e nada mais. Jesus ensinou isso dizendo: “Nem todo que me diz Senhor, Senhor, herdará o reino dos céus”. O apóstolo Paulo afirmou que a letra sem o Espírito é morta e mata. Admira-se o Nome, mas não se encarna a essência, a vida, que este Nome carrega.
Aquele que tem o Nome que é maior que todos os nomes, têm poder de mudar tanto a vida como o próprio nome de uma pessoa. Abrão, Jacó e Simão, por causa do Nome, mudaram de vida e de nome.
Sem nome é complicado conviver; sem engrandecer o Nome é difícil viver.
Sem nome ficamos sem Identidade; sem o Nome que está acima de todo nome, perdemos nossa verdadeira identidade: Semelhantes a Jesus.
“Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu Nome,...”
sábado, 13 de junho de 2009
MEU SILÊNCIO
Os dois silêncios da vida me encantam; o externo e o interior. Sou amante do silêncio, porém detesto a solidão. Meu silêncio não é reflexo de nostalgia, de lembranças do passado, nem de sonhos do futuro. No silêncio vivo o presente com toda intensidade.
Meu silêncio é o meu desejo de simplesmente ser e sentir; é também meu espaço particular onde só pode ser habitado por mim e por Deus. No silêncio consigo me encontrar comigo mesmo.
É no silêncio que tenho sensibilidade para ouvir o gemido da alma e as batidas do coração; meus tímpanos são aguçados para ouvir, não apenas o que a boca fala, mas principalmente o que vem do íntimo. No silêncio aprendi a emprestar meus ouvidos para quem não tem com quem compartilhar sonhos e desabafar frustrações.
O silêncio faz calar a minh’alma, anular minhas justificativas, destruir meus questionamentos, e matar minhas precipitações. No silêncio ouço o que não é falado, o que não é dito, o que não é revelado, por voz humana.
Meu silêncio não torna minha consciência muda; não me faz calar diante da injustiça; não permite que minhas convicções sejam abaladas; nem me deixa ser moldado por conceitos e princípios ocos e ruidosos.
No silêncio minha visão vai além do horizonte, chega aonde ninguém consegue chegar, e me faz perceber a beleza escondida nas coisas simples da vida. É no silêncio que minha intuição é estimulada e minhas percepções afinadas.
No silêncio sou ao mesmo tempo, esvaziado e enchido, esfriado e aquecido, diminuído e expandido; posso parar e correr; chorar e sorrir; nascer, viver e morrer num só segundo. Em silêncio caminho no meio da multidão sem sair do meu estado de graça e paz interior.
É no silêncio que sou levado ao santíssimo lugar, onde posso está com Deus face a face. É quando consigo ouvir o sussurro do Pai dizendo: Aquieta-te, estou aqui. E depois de ouvir a Sua voz, em silêncio me deleito Nele.
Silêncio! Não faz zoada. Deus gosta do silêncio, também.
Meu silêncio é o meu desejo de simplesmente ser e sentir; é também meu espaço particular onde só pode ser habitado por mim e por Deus. No silêncio consigo me encontrar comigo mesmo.
É no silêncio que tenho sensibilidade para ouvir o gemido da alma e as batidas do coração; meus tímpanos são aguçados para ouvir, não apenas o que a boca fala, mas principalmente o que vem do íntimo. No silêncio aprendi a emprestar meus ouvidos para quem não tem com quem compartilhar sonhos e desabafar frustrações.
O silêncio faz calar a minh’alma, anular minhas justificativas, destruir meus questionamentos, e matar minhas precipitações. No silêncio ouço o que não é falado, o que não é dito, o que não é revelado, por voz humana.
Meu silêncio não torna minha consciência muda; não me faz calar diante da injustiça; não permite que minhas convicções sejam abaladas; nem me deixa ser moldado por conceitos e princípios ocos e ruidosos.
No silêncio minha visão vai além do horizonte, chega aonde ninguém consegue chegar, e me faz perceber a beleza escondida nas coisas simples da vida. É no silêncio que minha intuição é estimulada e minhas percepções afinadas.
No silêncio sou ao mesmo tempo, esvaziado e enchido, esfriado e aquecido, diminuído e expandido; posso parar e correr; chorar e sorrir; nascer, viver e morrer num só segundo. Em silêncio caminho no meio da multidão sem sair do meu estado de graça e paz interior.
É no silêncio que sou levado ao santíssimo lugar, onde posso está com Deus face a face. É quando consigo ouvir o sussurro do Pai dizendo: Aquieta-te, estou aqui. E depois de ouvir a Sua voz, em silêncio me deleito Nele.
Silêncio! Não faz zoada. Deus gosta do silêncio, também.
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